quinta-feira, 2 de maio de 2013

Chuva

Dia 12

       - Esse é o melhor da chuva. - disse ele, olhando o aguaceiro que descia dos céus noturnos de Teresópolis. - sempre posso confiar plenamente na chuva.
       Virou-se e caminhou até o mausoléu. Mais tarde, estava descendo um longo túnel estreito. A escada que levava para baixo tinha os degraus arredondados devido a água que corria continuamente para as profundezas de sua morada sombria. Na cozinha, jazia sobre a bancada de madeira um livro velho. Apanhou uma caneta com manchas vermelhas enegrecidas sobre a mesa e anotou algo nas páginas encardidas. Havia saído por cerca de 15 minutos, somente para apreciar a chuva engolir a cidade e deixara o saco negro, que trouxera da rua esta noite, na porta, perto da dispensa. O conteúdo do saco ainda se movia. Largou a caneta, apanhou uma seringa dentro de uma gaveta e pôs-se a caminhar na direção do embrulho negro.
       Não era sua forma preferida de resolver a situação, mas em breve ele chegaria a uma condição satisfatória do que estava fazendo.

138.070 - 138.069



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4 comentários:

Cαняσℓ. disse...

A chuva de Teresópolis é sinistra mesmo, faz a minha internet cair por 35X consecutivas e não me permite logar no twitter. ¬¬

(Te amo Ulisses, ah, e o jornalista morreu ou vc esqueceu dele? e pq um jornalista? poderia ser um escritor ou um designer... sóó pq vc não gost de jornalistas =/

Ulisses Alves disse...

ele ta vivo, coitado. Só não apareceu nesse episódio. No próximo ele aparece.

marcos vinicius disse...

pq que o embrulho é negro? com tantas corres tinha que ser negro?

Ulisses Alves disse...

Já viu sacão de lixo marfim com listrinhas amarelas? ¬¬


por isso

hahaha